quinta-feira, 17 de junho de 2010

Brasssiiiiillllllllll!!!!





Jogo da Copa, Brasil e Coréia, terça-feira. As crianças foram pra escola de manhã já "fantasiadas" de Brasil. Camiseta, boné, chiquinhas nos cabelos verde e amarelo, pulseirinhas, até brilhinhos nos olhos das meninas(um verde e outro amarelo)... estavam empolgadíssimos.
Eu não ligo muito pra Copa, futebol... não sou nem de assistir. E o pai também não.
Mas me sinto na obrigação de ensinar as crianças a torcer, vibrar e assim amar o país deles. Então deixo eles curtiram bastante esse momento copa. Assisti o jogo com eles, fiquei enchendo balões - que eles soltavam na varanda e fazia um eco que parecia rojão. Adoraram.

Quer dizer, o jogo inteiro pra falar a verdade não. JH ficou na outra tv jogando video game. Nat ficou desenhando e ela e a Lala foram na metade do segundo tempo com o pai pra casa da vovó, para brincar.
Findo o jogo, fomos até lá busca-los e sugeri darmos uma voltinha na cidade fazendo "tananam", segundo o JH (buzinando).
Papai não gostou da idéia, disse que estaria muita bagunça, gente bêbada, tumulto na praça... e que ninguém iria.
Fiquei na minha, ainda esperando convence-lo a só dar uma olhadinha.
Os três ficaram chateados e vinham do meu lado dizendo "papai não deixou, papai não deixou".
De repente vira o JH e diz "mas ele não manda em vc, né, mamãe!?!?".
Me limitei a responder que não era bem assim. Deixei para explicar melhor depois e engoli seco. Os demais adultos (incluindo sogro e sogra) fingiram não ter ouvido, e ficou (quase) por isso mesmo.
Eu nunca disse nada parecido, tipo "vc não manda em mim" - mas confesso que sou metida a auto suficiente, tipo resolvo sozinha, não quer? vou sozinha! E as crianças percebem isso no ar...
Mas o que fazer numa situação dessas? Na hora a única coisa que passou pela minha cabeça foi mostrar pra ele o que eu quis dizer com o "não é bem assim".
E não fomos dar uma voltinha de carro, viemos direto pra casa.
Para então explicar que se o papai disse não, talvez não fosse mesmo uma boa idéia. E devíamos pensar juntos nas consequencias - e foi o que acabou acontecendo.
Assim logo esqueceram da bagunça pela cidade e foram brincar - com o pai enquanto assei uma pizza de atum, que ficou uma delícia!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

as crianças aprendem o que vivenciam...indeed

Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é
respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si
mesmas e naqueles que as cercam.
Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que
o mundo é um bom lugar para se viver.
– Dorothy Law Nolte

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Acabou, uhu....

Acabou a semana, uhu!!! sobrevivi!!
Sexta-feira a noite é essa a minha sensação.
Logo no começo da semana, Nat começou uma conjuntivite. Essas doenças contagiosas me deixam pirada - principalmente porque os outros dois acabam pegando.
E respondendo a uma dúvida que as pessoas sempre tem "eles ficam doentes todos juntos?": não, eles não ficam todos juntos. Eles esperam o primeiro começar a sarar para então o segundo ficar e o segundo sarar para então o terceiro ficar. E assim vai um mês inteiro sem dormir. Hehe, acho que traumatizei!
Levei na oftalmo deles que receitou um colírio (detalhe, eu ja estava usando o dito cujo). Só que passei a usar mais frequentemente, seguindo orientações médicas.
Em três dias melhorou bem. Hoje quase não tem nada. O difícil é acalmar a ferinha "presa" em casa. Afinal, ela tem toda disposição do mundo pra fazer todas suas atividades.
Ainda essa semana.....
Ontem tivemos a segunda dose da H1N1. A Nat segurou a onda super bem, toda mocinha. Ja os outros dois....
Não tinhamos contado que teria uma segunda dose, achamos que assim eles não sofreriam por antecipação.
Mas ficaram bravos, inconformados e na hora abriram o maior berreito. A La até que foi fácil segurar, ja o JH... ta muito forte esse moço! Era papai e mamãe e não demos muito conta.... tadinho....
Hoje de manhã, ja pronta pra ir pra escola, uniforme, suquinho verde devidamente tomado, dentinhos escovados, Lala resolve que esta com dor de barriga e de cabeça e de mais um monte de outras coisas.... Resolvi dar um desconto, não gosto que faltem na escola, mas como é sexta-feira, é dia "do brinquedo", dia de parque....
Junto com as dorzinhas aparece umas bolhinhas similares a espinha em sua bochecha. Ligo pra pediatra e descrevo o quadro.
Ela diz que provavelmente é uma piodermite.
Ahã?!?!?
Google, socorro... (infecção da superfície da pele).
A médica recomenda uma pomada e avisa que pode dar febre, e se, para ligar de novo. Ok.
Pomadinha chegou, banho na Lalazinha que esta super manhosa, cheia de dengos, cheia de vontades - principalmente vontades de comer besteiras, pomada agindo, resta esperar.
Depois de uma semana básica, são 21 horas de sexta-feira e meus anjos estão dormindo.
Resta então, comemorar!

domingo, 6 de junho de 2010

Retrospectiva Feriadão 2

Ainda sobre o feriado prolongado... aproveitamos para fazer um monte de passeios pela cidade que as vezes não conseguimos.
A prefeitura mantém alguns parquinhos super conservados e é uma delícia leva-los lá. Eles adoram. Correm, jogam bola, brincam no balanço, no trepa-trepa, na gangorra, brincam com areia...
JH andou quase todos os dias de bicicleta com o pai. Como ele curte! E tem o maior pique o mocinho. Anda 2, 3 km pela cidade, sobe as rampas, para nas esquinas certinho.
Na sexta fomos no comércio de uma cidade vizinha. Comprar algumas coisinhas. Pela manhã eles tiveram aula e enfeitaram a escola toda para a Copa. Então chegaram em casa desenhando a bandeira do Brasil (e desenharam certinho!). Fomos a uma lojinha comprar bandeiras. A casa ja esta devidamente preparada para os jogos. Super bandeira na varanda da sala, bandeirinhas nas janelas dos quartos das crianças e outras espalhadas pela casa. Inclusive as de carro que papai proibiu a galerinha de instalar - papai e o super zelo.
Sábado foi dia de almoçar na vovó e encontrar alguns tios e primos que estavam na cidade. Brincaram até cansar. E nós comemos até também. Bacalhau da sogrinha é demais. E haja vinho...
A noite um jantarzinho super aconchegante na casa de uma casal amigo que tem uma filhinha da idade deles e é super receptivo com as crianças e toda algazarra que vem junto. Olha que não é todo mundo que curte não... Mas se comportaram super bem, jogaram alguns jogos, brincaram de uma porção de coisinhas - as meninas adoraram, afinal, tinha um "pai" na brincadeira. Assistiram um filminho. E, o que foi super importante, deixaram os pais conversarem numa boa! Fiquei orgulhosa da criançada.
Domingo, super preguiça... dia de churrasco - não tem jeito, as crianças amam carne, e eu simplesmente não posso nem ver muito de perto - e são 4 contra 1!! Sorte que eu adoro todos os acompanhamentos....
Agora a noite, depois de uma sopinha leve, estão jogando Monopoly. Com o pai. Porque eu ja não aprecio muito jogos e jogar com os 3 é uma tarefa que exige muita paciência. Tem sempre um chorando, um rindo do outro, um inconformado, um tentando trapacear..... Estou aqui, de longe, dando risada. E escrevendo...

Retrospectiva Feriadão



Em feriados prolongados não costumamos viajar. Tudo fica mais difícil. Estradas lotadas e consequentemente perigosas. Postos abarrotados de todo tipo de gente com consequente péssimo atendimento e banheiros então.... Parece que mal chegamos no destino ja é hora de voltar... Então, costumamos ficar por aqui.
Quinta-feira JH foi brincar na casa de um amiguinho que mora em uma chácara e eu mais as meninas fomos a um sítio de uma família amiga.
Foi o maior barato.
Colhemos um monte de frutinhas, brincamos com bichinhos (quer dizer, muitas vezes de longe e normalmente eu ficava de longe - não sou muito de bicho).
Descobri que subir em árvore é terapêutico!! Dormi um sono muito tranquilo.... Amei a experiência!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Julgamento

O título deste post é emprestado. Peguei de uma amiga, que hoje me perguntou sobre o desfecho de algo que aconteceu na sexta-feira passada.
Maridinho tem como hobby assistir aos seus filmes com se estivesse em um cinema, aqui em casa.
Sempre gostamos muito de filmes, mas depois da chegada das crianças, cinema por muito tempo tornou-se um passatempo raro por alguns anos, quase até hoje. Claro, não estou falando de infantis, porque esses já há uns 3 anos temos o prazer dividido com as crianças.
Para compensar, 'papai' cria seu cinema aqui em casa, na sala. E tem quase todos os filmes interessantes em dvds que são lançados. E curte muito esse momento.
As crianças, desde muito cedo aprenderam que há lugar certo para todo tipo de atividade aqui em casa. Organização: esse é o segredo!
Por exemplo, pinturas e afins só podem ser feitas em uma mesa específica para isso, na copa. Assim, garantimos que não haveria paredes rabiscadas, lápis e pedaços de massinhas por todo lado, e assim por diante.
Então, a sala de tv é sala de tv. E nunca permitimos que as crianças colocassem seus dvds sozinhas, ou até ligassem a tv sozinhas. Quanto mais dedinhos mexendo nas coisas - principalmente eletroeletrônicos - mais chances de acontecer algum probleminha. Ou problemão.
Eis que, quinta-feira passada JH fica em casa sozinho (sem as irmãs) e resolve chamar a atenção do papai, que estava em casa, mas trabalhando no computador. Com um carrinho de metal HotWheels, que ele adora e tem um montão, resolve criar novas pistas, e adivinhe só! A tv, aquela, do cinema do papai, estava lá, toda pretinha, refletindo ele mesmo com seu super carrinho... que tentação!
Na sexta pela manhã, papai passa pela super tv e percebe um círculo (!). Me chama e ficamos os dois bastante chateados.
A "sorte" das crianças é que este horário estavam na escola.
E mamãe, e principalmente papai pode se acalmar até chegarem.
Foi nesse momento que encontrei minha amiga e relatei o ocorrido.
Busquei as crianças na escola, e durante o caminho de volta fui "preparando-os" para uma séria conversa. Disse que aconteceu algo que tinha aborrecido muito papai e mamãe e gostaríamos muito de saber quem foi. Mas não contei não.
As meninas vieram o caminho todo especulando, foi isso, foi aquilo... E JH quieto - mas até então esta não era para mim uma pista de sua autoria.
A conversa foi bastante séria, foi a primeira vez que passamos por uma situação dessas com os três. E eles logo perceberam isto.
De pronto, ninguém assumiu. As vezes um ou outro arriscava uma risadinha, mas nada muito comprometedor.
Entrei na cozinha, afim de acertar os detalhes para o almoço, papai veio atrás dizendo que tinha deixado os três lá "pensando".
E ouvimos um zumzumzum bastante cumplice e em 2 minutinhos estavam as duas, segurando as mãos do irmão e dizendo que ele tinha assumido.
JH pediu desculpas, explicou mais ou menos como aconteceu e que não esperava (claro!) que fosse riscar, nem tão fundo, a tv.
Conseguimos elogiar sua atitude e explicar aos três como é importante falarmos SEMPRE a verdade. E
tudo ficou mais, como poderia dizer? Suave...
Fiquei bastante orgulhosa do meu bebê (é.... ainda o chamo assim). E também do maridão - acho que ele lidou com a situação de forma extremamente madura - o que nem sempre é fácil.
Ainda falando sobre minhas sensações sobre o ocorrido, achei um barato a 'proteção' das irmãs. E agora fico pensando... o que vem por ai???

terça-feira, 1 de junho de 2010

Leitura que vale a pena!

Este é um livro que mesmo sem nenhuma outra informação, o título - para mim - já vale a leitura.
"Família acima de tudo" de Stephen Kanitz.
Alguns textos ja tinha lido na revista Veja, mas a maioria é inédita.
Desde a minha gravidez tenho mania de devorar livros sobre educaçao de filhos. Ja li muitos. O que mais gostei foi "A autoestima do seu filho" escrito por Briggs, Dorothy. Cheguei até este livro depois de ler um artigo de Kanitz aonde ele o recomendava.
Agora este, além de traduzir em palavras simples muito dos meus sentimentos sobre família e sua postura frente a mesma, é delicioso de ler.
No início, o autor descreve de forma bastante interessante seu conceito de evolução da família. Se ele esta certo ou não, isso já é outra questão, mas seus argumentos bem tecidos merecem contemplação.
E segue discutindo sobre o prazer de ter filhos, o prazer de curtir os filhos, autoestima , limites, exemplos, ética e valores....
Mas sua mensagem que para mim tem sido muito marcante, ao menos até agora (ainda não terminei de ler) é "colocar a família em primeiro lugar".
Esta postura acredito que procuramos adotar aqui em casa, na nossa família. E confesso que não é assim tão fácil, mas é com toda certeza recompensador.